sábado, 14 de abril de 2012

MODERNIZAÇÃO DOS AVIÕES DA FAB

AMX será rebatizado como A-1M depois de modernizado.
Este caça foi produzido inicialmente de um acordo binacional Brasil-Itália em 1981 concebido como bombardeio de precisão. Os AMX pertencentes a Itália mostravam seu valor na guerra do Kosovo, em 1999, onde cumpriram 252 missões de combate na Sérvia sem nenhuma perda.
A 1ª mulher do Brasil a comandar um jato de combate foi a Tenente Carla Alexandre Borges e foi num AMX.
O preço de modernização é de 02 bilhões de reais e vai aumentar a vida desses jatos até 2032.
 A modernização não é vista por fora, mas por dentro e torna o jato n ovo de 4ª geração. O AMX voa a 900 km por hora em uma altitude de apenas 100m, além de uma precisão fenomenal, acerta tudo que mira. Tem radar sofisticado, um computador de missão de combate e pode transportar ate 3,8 ton de armas.
O piloto terá um capacete onde serão projetados todos os dados pertinentes à operação de voo com recursos de visão noturna e o seu manche comanda todo o avião. Ele é compacto e manobrável, de asas curtas, mede 13,5m de comprimento e envergadura de 8,87m, pesando 13ton. É um senhor caça, apesar de subsônico, mas com a conexão com os R99 se torna uma arma muito sofisticada.
A modernização dos aviões de caça segue os programas ALX e AMX-T, inclusive para os F5 formando enlace de dados de interoperacionalidade.
Todos os caças modernizados tem esse enlace de dados entre si e com os R99A/B. este enlace é um grande instrumento de comunicação entre as aeronaves e o comando da aeronáutica em terra e poucos países o possuem.
A FAB possui os seguintes caças: 99 unidades ALX (Super-Tucano), 57 unidades F5, 52 unidades AM-1, 10 unidades F2000C(Mirage), 2 unidades F2000B(Mirage) e 109 unidades T27(caça para treinamento). Além disso, a FAB conta com a eficiência dos sargentos especialistas que fazem a diferença para as outras forças aéreas e eles sabem disso, portanto a FAB apesar de não ter ainda caças de 5ª geração é uma força aérea de respeito. No próximo post, escreverei sobre os R99 construídos na plataforma do EMB 145.

terça-feira, 6 de março de 2012

ENERGIA EÓLICA

Energia eólica provém dos ventos que são provocados pela rotação do nosso planeta e pelo calor do sol.
A energia dos ventos tem sido usada desde os tempos antigos para impulsionar barcos ou para mover moinhos.
A energia eólica servia (e serve!) para mover bombas, trituradores de grãos para fazer farinha principalmente nos países baixos.
Na era moderna começou-se a usar a energia eólica para mover aerogeradores – grandes turbinas colocadas em lugares de bastante vento constante.
A energia eólica, tal como a energia solar, é considerada alternativa e de grande valor porque são limpas e não se esgotam.
No Brasil que tem muitos rios, a energia eólica seria mais bem empregada no Nordeste e no Sul do país para complementar as hidroelétricas e é onde há melhores ventos.
Dentre os países que mais utilizam a energia eólica destacamos os Estados Unidos e a Alemanha, sendo que a China alcançou a maior utilização neste último ano.
O custo da energia eólica ainda é alto, porém com maior utilização por inúmeros países esse valor está caindo bastante, já sendo economicamente viável.
Tecnicamente, a energia dos ventos pode ser retirada por pás verticais ou horizontais. Aí depende da utilização, porem a horizontal está sendo mais usada.
Um aerogerador é um gerador elétrico integrado ao eixo de uma turbina e que converte energia cinética dos ventos em energia elétrica.
Há alguns inconvenientes no uso dessa energia, mas são poucos e de pequena monta. São eles:
·       Poluição sonora;
·       Morte de aves;
·       Ventos constantes necessários.
Algumas soluções: a poluição sonora está sendo resolvida, usando outros tipos de engrenagens; na mortandade de aves, é só colocar as turbinas em lugares onde não passem pássaros em migração; e quanto aos ventos, há sempre lugares onde o vento é constante, portanto a energia dos ventos é viável.
Os rotores horizontais tripás são os mais utilizados na geração de energia elétrica porque são mais estáveis e menos propensos a turbulências e a média são pás de 50m de comprimento e 100m de altura e com capacidade de geração de energia que pode chegar a 5MW, e na eficiência pode passar de 45%, mas existem inúmeras possibilidades, inclusive para residências, porém, é claro, bem menor.



ENERGIA EÓLICA NO BRASIL

A estimativa para a energia eólica no Brasil é de 143GW e a Associação Brasileira de Energia Eólica e o governo planejam uma meta de 10GW de capacidade elétrica de origem eólica até 2020, dos atuais 605MW para 10GW. A indústria espera que os leilões ajudem a lançar o setor da energia eólica a patamares eficazes que equilibrem a distribuição de energia elétrica no país. O Brasil necessita ter também uma rede de distribuição mais abrangente, que envolva a eletricidade de diversas origens para compensar as deficiências sazonais como, por exemplo, falta de chuvas e outras causas.
No caso da energia eólica as regiões mais promissoras são o Nordeste e o Sul, onde os ventos são mais fortes e constantes.
Para nós, com a Conferência Internacional Rio +20 chegando, seria mais um exemplo da utilização natural dos recursos energéticos mostrando ao mundo como se faz ecologia.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

BENTO MASSAHIKO KOIKE



Continuando a escrever sobre brasileiros que fogem a regra e são excepcionais, um deles é Miguel Nicolelis e o outro, o discretíssimo BENTO MASSAHIKO KOIKE, engenheiro do ITA e desenhista amador. Poucos brasileiros sabem da sua existência e sua empresa, ele quase não negocia no Brasil, talvez agora esteja saindo do anonimato porque sua empresa, a TECSIS fechou contrato no exterior da ordem de bilhões de dólares.
Mas o que faz este magnífico nissei que nos honra tanto? Na sua sutileza, fabrica pás de ventiladores industriais e pás para gerar energia elétrica de origem eólica. Só que as pás que fabrica tem muitos metros e toneladas de peso e precisão de menos de um milímetro e com proteção para relâmpagos e faz a pá no tamanho que o cliente quiser, com tecnologia espacial.
As pás são tão grandes que as ruas de Sorocaba foram alargadas para que as jamantas fossem levando as pás para o porto de Santos e a noite, para não atravancar as estradas.
A TECSIS produz anualmente 4mil pás que abastecem usinas eólicas em 10 países. Já é a segunda maior produtora independente de pás para energia eólica no mundo. Fechou contrato de fornecimento com a GE(a GE tem uma indústria no Brasil em Campinas/SP e em parceria com a TECSIS, em Sorocaba para atender a demanda de novos projetos) num valor estimado em 1 bilhão de dólares.
Atualmente espera investir mais no Brasil quando a PROINFA (Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Energia Elétrica administrado pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) começar a fazer financiamentos em sistemas eólicos de energia pelo país.
O Brasil tem um potencial em energia eólica no Nordeste e no Sul, de grande porte, e tecnologia o país já tem.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

MIGUEL NICOLELIS

Fundador e diretor científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (INNELS). Autor do livro MUITO ALÉM DO NOSSO EU, “a nova neurociência que une cérebro e máquina, e como ela pode mudar nossas vidas”.
Nicolelis fala dos avanços nas pesquisas em neurociência que estão revolucionando diversas áreas do entretenimento à medicina, como vestes robóticas que vão permitir a paraplégicos andar. O público leigo deveria ler seu livro para se informar das imensas perspectivas futuras, porque o livro está escrito em linguagem simples.
Usando a interface máquina-cérebro podemos aprender a controlar sozinhos os movimentos de objetos, com braços e pernas robóticos, localizados próximos ou longe deles, apenas com a atividade elétrica do cérebro. O mesmo princípio poderá ser usado para criar um corpo virtual, réplica de uma veste robótica para paralíticos. Num futuro próximo a interface cérebro-máquina acelerará a convergência de varias disciplinas, como ciência da computação, engenharia, robótica, matemática, biologia e filosofia.
A maior dificuldade hoje é extrair o maior numero possível de sinais e parâmetros da atividade cerebral.
E o futuro está chegando rápido, já existem aplicativos do iphone que usam a atividade elétrica do cérebro para selecionar ícones do telefone. A pessoa olha para o telefone e o cursor começa a se mexer de acordo com a sua ação cerebral. E a medicina será a primeira a se beneficiar com esses avanços.
Miguel Nicolelis já sonha em sentar numa praia do nordeste brasileiro e comandar e sentir um robô em Marte.
As possibilidades de avanços na medicina são inimagináveis. Cegos enxergarão surdos ouvirão paralíticos andarão e uma infinidade de atividades antes impossíveis serão exequíveis. Serão "milagres" da ciência.




domingo, 5 de fevereiro de 2012

CÉREBRO - MÁQUINA

É bom chamar a atenção para brasileiros que merecem atenção. Um exemplo disso é um brasileiro que já foi indicado para o Nobel algumas vezes e como sempre a mídia não dá o devido valor. Trata-se do médico Miguel Nicolelis. Apareceu em alguns programas de televisão em horas avançadas e jornais e revistas semanais, e noticiaram minimamente. Ele teve que sair do Brasil para não ficar paralisado pela cúpula científica do Brasil, principalmente em São Paulo, onde os pesquisadores não tem vez. Nos EUA está na Universidade de DUKE, na Carolina do Norte com seu laboratório de pesquisa onde procura ligar o cérebro a computadores e já está vitorioso porque já tem artigos publicados na revista “Science”, inclusive assunto de capa. Isso deve ter causado muita inveja aos pseudo-intelectuais brasileiros da USP. Segundo o próprio Nicolelis se Eisntein mostrasse suas pesquisas de 1906 aqui no Brasil não seria levado em consideração porque aqui o que vale é a quantidade e não a qualidade da pesquisa. Perguntem-se porque o Brasil nunca ganhou o prêmio Nobel em nenhuma especialidade científica nem em paz. Miguel Nicolelis além das pesquisas que faz nos EUA, fundou em Natal uma escola para ensino superior em neuro-ciencia e fundou também no sertão uma escola de tempo integral para crianças com o currículo do MEC pela manhã e com aulas práticas de ciência na parte da tarde. O fundamental disso tudo pé que está dando certo. Procurem pesquisar na internet, é muita coisa para se comentar apenas num blog.
O meu blog é mais para chamar a atenção de brasileiros que desejam o progresso de nosso país e saibam da verdade das coisas sem esperar pela mídia.

PRÓXIMA PUBLICAÇÃO: DETALHES DA PESQUISA DE MIGUEL NICOLELIS.
                                            
AGUARDEM!!!

domingo, 4 de dezembro de 2011

SUBMARINO NUCLEAR – O AVANÇO TECNOLÓGICO INDUSTRIAL

LABGENE: Laboratório de geração núcleo elétrica
Para a operação de um submarino nuclear a Marinha está construindo no Centro Instrumental ARAMAR o laboratório de geração núcleo elétrica que será utilizado para validar as condições do Projeto e ensaiar todas as condições de operação possíveis para uma planta de propulsão nuclear. Será composta de 11 prédios principais entre eles o prédio do reator e o prédio das turbinas.
O modelo do reator do tipo PWR constituído por 3 circuitos( primário, secundário e de refrigeração).
No circuito primário a água é aquecida pela energia gerada pela reação de fissão nuclear e está submetida a alta pressão (para que á agua não ferva) em seguida esta agua passa por uma tubulação trocando o calor e vaporizando a agua do circuito secundário no gerador de Vapor, sem que haja contato físico entre os dois circuitos. O vapor gerado aciona uma turbina, que alimenta os geradores do sistema elétrico de propulsão e do sistema elétrico de serviço do submarino.

(Throttle=acelerador)


Sistema complexo e caro, mas que dará ao país independência tecnológica e respeito internacional.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

SUBMARINO NUCLEAR - CONSEQUÊNCIAS IMEDIATAS

A primeira etapa da construção de um submarino nuclear teve ainda algumas fases: Projeto Chalana, Projeto Zarcão e Projeto Ciclone.

1ª) PROJETO CHALANA
É o conjunto de atividades com o propósito de desenvolver no País uma planta nuclear de propulsão no submarino e o combustível necessário.

2ª) PROJETO ZARCÃO
Concluído em 1982, permitiu o domínio da tecnologia de obtenção de zircônio e o háfnio nuclearmente puro. O zircônio é usado na contenção das pastilhas de urânio.

3ª) PROJETO CICLONE
Concluído em 1996, permitiu o desenvolvimento da ultracentrifugação para obtenção de urânio enriquecido e o seu emprego industrial em cascata numa usina de enriquecimento. Poucos países dominam essa tecnologia. Garantir o combustível ao submarino nuclear fora das salvaguardas internacionais e pode ser utilizado em alimentar Angra I e Angra II. Está previsto na fase industrial o enriquecimento isotópico de urânio a 20%, a fim de possibilitar sua utilização na medicina e na agricultura.

A Marinha segue os passos da Aeronáutica, ao criar o CTA e o ITA, que desenvolveram a EMBRAER, orgulho nacional. Vejo como iniciativas dessa natureza tiram o País do subdesenvolvimento e enriquecem a indústria nacional com tecnologia e inovação. Qualquer País só cresce quando dá valor a educação e à cultura. Nossas forças armadas bem sabem dessa verdade, por isso as escolas militares tanto em nível médio quanto superior são exemplos de superioridade nesse quesito.

ATENÇÃO!! 

Próxima postagem: 

Avanço Tecnológico Industrial.